domingo, 20 de setembro de 2009

Amigos da Onça!!!

Boa tarde minha gente!

Gostaria de falar de um assunto muito sério: o atendimento prestado pelos planos de saúde. Na empresa em que trabalho tenho a árdua tarefa de acompanhar aos hospitais de referência da nossa grande Fortaleza os empregados que por um motivo ou outro sofrem alguma espécie de mal estar durante o exercício de sua jornada laboral.

Na maioria das vezes (como eu gostaria que fosse menos rsrsrs), até por questões geográficas dirijo-me ao Hospital Antônio Prudente (a 'grande colméia' onde aquelas abelhinhas da propaganda pedem para que as deixemos cuidar de nós); pois bem, desejo falar exclusivamente do atendimento tanto dos recepcionistas como dos clínicos gerais, pois ainda não tive o 'privilégio' de ser atendido pelos 'especialistas'.

Mas, antes de relatar o problema, lembro um fato que deve ser observado e refletido: o código de ética dos médicos sempre ressaltam o bem estar e o cuidado que devem ter para com o 'paciente'. Meu ponto de tensão reside nesse pequeno vocábulo. Ao usar o termo paciente e não pessoa, cria-se uma implicação de contrato de prestação de serviço e não de um laço humanitário em virtude do ofício. Diga-se de passagem um nobre ofício, mas cujo objeto tem sido usado como forma de barganha para aumento salarial (bem mais freqüente que nas demais categorias profissionais - tão nobres como a medicina).

Pois bem, nem assim a gente escapa, pois no questionável capitalismo, aprendemos desde crianças nos célebres desenhos da Disney (em que o Pato Donald trabalha ora em um hotel, ora em uma loja de departamentos três grandes verdades: que os salários sempre são baixos, o trabalho sempre é extenuante, e que O CLIENTE SEMPRE TEM RAZÃO, por mais grosso que seja). É o que se pode chamar de consolo pedagógico.

Mas não é assim que funciona na 'grande colméia', pois embora seja uma empresa privada, que atenda aos clientes vinculados às taxas dos 'planos de saúde' , nós (pois também eu já fui submetido ao mesmo tratamento) somos tratados de duas formas básicas: ou com uma frieza digna do terceiro reich (essa fica por conta dos médicos) ou com grande estupidez (na sala de espera pelos atendentes). Acho que é pra não estranharmos o tratamento dos doutores.

E não se atreva a questionar, ou o indivíduo do plantão da tarde talvez parta para as vias de fato. Público já tem, e talvez na hora alguém recolha as apostas. Sorte sua se ganhar.

Minha gente, não gosto de fazer isso sabe, pois criticar além de extremamente fácil é algo muito arriscado; mas realmente não dá mais, alguém tem que tomar uma atitude em relação a isso. Nós cearenses somos famosos pela hospitalidade e cordialidade para com os turistas. Por que submetemos nós mesmos a esse tipo de tratamento? Lanço esse post como uma reflexão e um apelo tanto a comunidade dos empregados dos hospitais como aos profissionais da saúde. Boa semana para todos.

P.S.: Nesse post não coloquei fotos. Seria abusar e como o posto é dedicado a família decide guardar minha inspiração pictográfica para outras temáticas mais divertidas e familiares.